Presidente da Colômbia assina Pacto Nacional para impedir assassinato de líderes sociais

O pacto nacional rejeita a violência e os assassinatos contra os defensores dos direitos humanos.

Presidente da Colômbia assina Pacto Nacional para impedir assassinato de líderes sociais

Bogotá, (EFE) .- O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, pediu na segunda-feira a todos os setores do país para proteger os líderes sociais e assinou um pacto nacional de rejeição da violência e assassinatos contra defensores dos direitos humanos.

O apelo do chefe de Estado veio após a assinatura da lei que institui o Estatuto da Oposição, que dá garantias a partidos e movimentos políticos que são declarados contrários ao atual governo.

Na semana passada, a violência contra esses líderes se intensificou na Colômbia e pelo menos oito deles foram assassinados, ações que foram condenadas pelo presidente Santos e pelo mandatário eleito, Iván Duque.

Segundo o diretor do corpo de elite da Polícia de Proteção aos Líderes Sociais, coronel José Restrepo, pelo menos 178 desses ativistas foram mortos no país desde novembro de 2016, quando foi assinado o acordo de paz entre o governo e as FARC.

Enquanto isso, o ombudsman disse em um relatório que entre 1 de janeiro de 2016 e 30 de junho de 2018, 311 líderes foram mortos.

O presidente enfatizou que a vida dos líderes sociais e defensores dos direitos humanos é sagrada.

"Reitero minha rejeição absoluta e categórica dos assassinatos e ataques daqueles que foram vítimas e eu ratifico o país que não vamos descansar até encontrarmos os responsáveis ​​por esses atos infames", disse ele.

Ele também chamou "para rejeitar e condenar esse fenômeno criminoso e multiplicar esforços para protegê-los efetivamente". EFE



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