Novo bloco parlamentar com 34 deputados na Tunísia

A “Coligação Nacional” tem como objetivo ultrapassar as dificuldades que bloqueiam o funcionamento das instituições constitucionais e a criação de leis sobre as reformas – disse o porta-voz do novo bloco parlamentar à Agência Anatólia.

Novo bloco parlamentar com 34 deputados na Tunísia

Foi oficialmente criado esta segunda feira um novo grupo parlamentar na Assembleia de Representantes do Povo da Tunísia (ARP) – o parlamento do país – composto por 34 deputados unidos sob o nome de “Coligação Nacional”.

O anúncio foi feito esta segunda feira durante uma conferência de imprensa em Tunes, por parte de Mustapha Ben Ahmed, o porta voz da “Coligação Nacional”. A nova formação parlamentar surge na sequência da coordenação entre os deputados de vários partidos como a União Patriótica Livre (UPL, com 12 deputados) e o Afek Tounes (6 deputados).

O parlamento tunisino tem um total de 217 assentos parlamentares, divididos por 8 blocos partidários.

Atualmente, o Movimento Ennahdha é o maior partido no parlamento tunisino com 68 deputados. Logo atrás estão o partido Nida Tounes com 55 deputados, o bloco al-Horra do partido Machrou Tounes com 19 deputados (que conta também com o apoio dos 15 deputados do bloco composto pela Frente Popular), e há ainda 12 deputados eleitos pela UPL, outros 12 do Bloco Democrático, mais 12 deputados do partido al-Wala lil-Watan, 10 deputados do Bloco Nacional e 6 deputados do partido Afaq Tounes.

À margem da conferência de imprensa em que foi feito o anúncio do novo grupo parlamentar, Mustapha Ben Ahmed disse à agência turca de notícias Anatólia que a Coligação Nacional tem como objetivo ultrapassar as dificuldades que bloqueiam o funcionamento das instituições constitucionais e a criação de leis sobre as reformas. Ben Ahmed disse que o novo bloco vai defender a justiça social e trabalhar para liberalizar a atividade económica privada, através da próxima lei das finanças.

O novo bloco parlamentar deverá ser oficialmente reconhecido pelo parlamento depois da sua nova sessão legislativa, que começa no próximo mês de outubro.



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